Guillermo del Toro  ensinando mais uma vez a fazer cinema de terror. Não Tenha Medo do Escuro prova que utilizar de criaturas oitentistas sob o comando de uma boa  produção, consegue ser mais  eficiente que qualquer filme com espíritos, aliens ou demônios, tão  insistentemente praticados atualmente.
O filme conta a  historia de Sally, uma garota que passa a morar com seu pai e a namorada e descobre que na nova casa moram sinistras criaturas que pretendem levá-la para a escuridão da casa. Ela precisa convencer  				 os adultos de que não se trata de uma fantasia e sim de uma  				 estranha e assustadora realidade.
O roteiro, assinado a quatro mãos por Guillermo del Toro e Matthew Robbins,  peca em não elaborar uma boa trama envolvendo a relação dos pais da  menina e amarrar a história com uma melhor justificativa. Além disso, as  atuações não convincentes de Katie Holmes e Guy Pearce não colaboram com os diálogos rasos, deixando-os à sombra da grande atuação da pequena Bailee Madison,  que impressiona com a maturidade ao interpretar a triste Sally. A  produção de del Toro, sempre minimalista, produz um ambiente  claustrofóbico e propício ao sufocamento e tensão que iremos vivenciar  nos 94 minutos de projeção, permitindo que os departamentos de arte,  decoração, figurino, maquiagem e fotografia brilhem em suas criações.
Se comparado ao incrível O Labirinto do Fauno, também de del Toro, este Não Tenha Medo do Escuro deixa a desejar, mas é altamente recomendado aos fãs do cinema de terror feito com paixão. Três estrelas em cinco.

Guillermo del Toro  ensinando mais uma vez a fazer cinema de terror. Não Tenha Medo do Escuro prova que utilizar de criaturas oitentistas sob o comando de uma boa produção, consegue ser mais eficiente que qualquer filme com espíritos, aliens ou demônios, tão insistentemente praticados atualmente.

O filme conta a historia de Sally, uma garota que passa a morar com seu pai e a namorada e descobre que na nova casa moram sinistras criaturas que pretendem levá-la para a escuridão da casa. Ela precisa convencer os adultos de que não se trata de uma fantasia e sim de uma estranha e assustadora realidade.

O roteiro, assinado a quatro mãos por Guillermo del Toro e Matthew Robbins, peca em não elaborar uma boa trama envolvendo a relação dos pais da menina e amarrar a história com uma melhor justificativa. Além disso, as atuações não convincentes de Katie Holmes e Guy Pearce não colaboram com os diálogos rasos, deixando-os à sombra da grande atuação da pequena Bailee Madison, que impressiona com a maturidade ao interpretar a triste Sally. A produção de del Toro, sempre minimalista, produz um ambiente claustrofóbico e propício ao sufocamento e tensão que iremos vivenciar nos 94 minutos de projeção, permitindo que os departamentos de arte, decoração, figurino, maquiagem e fotografia brilhem em suas criações.

Se comparado ao incrível O Labirinto do Fauno, também de del Toro, este Não Tenha Medo do Escuro deixa a desejar, mas é altamente recomendado aos fãs do cinema de terror feito com paixão. Três estrelas em cinco.