Que James Blunt é muito mais que “You’re Beautiful” é evidente. Basta ouvir com atenção seus três álbuns de estúdio para chegar a essa conclusão. Mas é em cima do palco que o inglês mostra do que é realmente capaz e que não arrebanhou uma legião de fãs com apenas uma música. Deixando de lado o contido solo de voz e violão, James e sua incrível banda mostram o que realmente gostam de fazer: rock. E se as músicas lentas e melancólicas que predominavam seus primeiros álbuns e embalavam temas românticos das novelas da Globo eram seu carro-chefe, agora James as apresenta carregadas de guitarras, baixo e bateria. O resultado é um James mais “alegre“. E não é pra menos. James canta sua vida, sempre cantou, e em sua atual fase, com o sucesso de público, venda de álbuns e uma vida social agitada, sobra pouco tempo para deixar a melancolia tomar conta de suas letras e ritmo. Bom para os fãs, que experimentam um James redesenhado, mas sem deixar de ser romântico e apaixonado como o conhecemos há 8 anos.
Conheci James quando “Back to Bedlam” ainda não havia sido lançado fora do Reino Unido. Nessa época, “You’re Beautiful” me comovia de uma forma diferente de como comove hoje, mas ainda assim conseguia mexer no coração de um menino de 15 anos sem muita experiência de vida. Mas foi com “High”, que eu realmente me apaixonei por James e passei a acompanhá-lo fervorosamente. Suas músicas, absolutamente intimistas, foram fazendo parte dos momentos que eu vivia, como se, de certa forma, fossem trilha sonora das minhas próprias experiências. E finalmente, no dia 22 de janeiro de 2012 eu tive a oportunidade de encontrá-lo pessoalmente e ouvir ao vivo as canções que lideravam as playlists do meu iPod por quase uma década. E foi emocionante vê-lo tão de perto, tão perfeitamente como o imaginava. E tocar por um rápido momento em sua mão ao som de “I’ll Be Your Man”, fez aquele dia ainda mais especial. E no meio de tantos “fãs“ que não sabiam cantar mais do que três ou quatro músicas, aos berros incompreensíveis, eu, apoiado na grade, admirando meu maior ídolo musical, quase como um Deus sob sua legião de fiéis, cantava baixinho as músicas que estavam gravadas no meu coração. Nada conseguiria fazer aquele momento ser diferente de perfeito. Totalmente meu.
Chevrolet Hall 22/01/12 - Some Kind of Trouble Tour




Fotos: Marina Melo

Que James Blunt é muito mais que “You’re Beautiful” é evidente. Basta ouvir com atenção seus três álbuns de estúdio para chegar a essa conclusão. Mas é em cima do palco que o inglês mostra do que é realmente capaz e que não arrebanhou uma legião de fãs com apenas uma música. Deixando de lado o contido solo de voz e violão, James e sua incrível banda mostram o que realmente gostam de fazer: rock. E se as músicas lentas e melancólicas que predominavam seus primeiros álbuns e embalavam temas românticos das novelas da Globo eram seu carro-chefe, agora James as apresenta carregadas de guitarras, baixo e bateria. O resultado é um James mais “alegre“. E não é pra menos. James canta sua vida, sempre cantou, e em sua atual fase, com o sucesso de público, venda de álbuns e uma vida social agitada, sobra pouco tempo para deixar a melancolia tomar conta de suas letras e ritmo. Bom para os fãs, que experimentam um James redesenhado, mas sem deixar de ser romântico e apaixonado como o conhecemos há 8 anos.

Conheci James quando “Back to Bedlam” ainda não havia sido lançado fora do Reino Unido. Nessa época, “You’re Beautiful” me comovia de uma forma diferente de como comove hoje, mas ainda assim conseguia mexer no coração de um menino de 15 anos sem muita experiência de vida. Mas foi com “High”, que eu realmente me apaixonei por James e passei a acompanhá-lo fervorosamente. Suas músicas, absolutamente intimistas, foram fazendo parte dos momentos que eu vivia, como se, de certa forma, fossem trilha sonora das minhas próprias experiências. E finalmente, no dia 22 de janeiro de 2012 eu tive a oportunidade de encontrá-lo pessoalmente e ouvir ao vivo as canções que lideravam as playlists do meu iPod por quase uma década. E foi emocionante vê-lo tão de perto, tão perfeitamente como o imaginava. E tocar por um rápido momento em sua mão ao som de “I’ll Be Your Man”, fez aquele dia ainda mais especial. E no meio de tantos “fãs“ que não sabiam cantar mais do que três ou quatro músicas, aos berros incompreensíveis, eu, apoiado na grade, admirando meu maior ídolo musical, quase como um Deus sob sua legião de fiéis, cantava baixinho as músicas que estavam gravadas no meu coração. Nada conseguiria fazer aquele momento ser diferente de perfeito. Totalmente meu.

Chevrolet Hall 22/01/12 - Some Kind of Trouble Tour

Fotos: Marina Melo

  1. gabiaer reblogou isso de oquartodofilho
  2. oquartodofilho publicou isso