Concebido a partir da adaptação do  primeiro livro da trilogia Best-Seller mundial Millennium de Stieg Larsson, esse Os  Homens Que Não Amavam as Mulheres seria um excelente exemplar do gênero policial não fosse pelo seu maior trunfo: apresentar uma personagem tão  complexa quanto sua própria história, transformando-o em um drama  psicológico que utiliza da sua ótima trama apenas para apresentar personagens  absolutamente interessantes.
Escrito a quatro mãos por Nikolaj Arcel e Rasmus Heisterberg, o longa dirigido por Niels Arden Oplev, conta a história do jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), contratado pelo bem sucedido industrial Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) para investigar de um misterioso crime ocorrido 40 anos antes, jamais solucionado.
Mas a história (aparentemente) secundária é que merece o maior destaque. Interpretada pela pontual Noomi Rapace, somos apresentados a complexa Lisbeth Salander e aos recortes de suas experiências que, aos poucos, justificam suas  atitudes e comportamentos. E é na junção de Lisbeth com a investigação de  Mikael que podemos experimentar uma Lisbeth lidando com seus próprios  medos e conflitos de uma vida que, ainda jovem, é marcada  por traumas. Traumas estes que justificam e dão sentido às escolhas de Harriet, a tal garota nunca encontrada que Mikael investiga.
Traduzido de forma incorreta na  distribuição norte-americana (The Girl With the Dragon Tattoo), o título original (sueco) não poderia ser mais apropriado, pois são justamente esses “homens que odeiam mulheres” os responsáveis pelos conflitos causados nas mentes dessas personagens tão incrivelmente  complexas.
Este exemplar do cinema não-americano, ainda que com diversos elementos hollywoodianos, merece não apenas cinco estrelas em cinco, como um lugar de destaque na estante de grandes realizações do cinema.

Concebido a partir da adaptação do primeiro livro da trilogia Best-Seller mundial Millennium de Stieg Larsson, esse Os Homens Que Não Amavam as Mulheres seria um excelente exemplar do gênero policial não fosse pelo seu maior trunfo: apresentar uma personagem tão complexa quanto sua própria história, transformando-o em um drama psicológico que utiliza da sua ótima trama apenas para apresentar personagens absolutamente interessantes.

Escrito a quatro mãos por Nikolaj Arcel e Rasmus Heisterberg, o longa dirigido por Niels Arden Oplev, conta a história do jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), contratado pelo bem sucedido industrial Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) para investigar de um misterioso crime ocorrido 40 anos antes, jamais solucionado.

Mas a história (aparentemente) secundária é que merece o maior destaque. Interpretada pela pontual Noomi Rapace, somos apresentados a complexa Lisbeth Salander e aos recortes de suas experiências que, aos poucos, justificam suas atitudes e comportamentos. E é na junção de Lisbeth com a investigação de Mikael que podemos experimentar uma Lisbeth lidando com seus próprios medos e conflitos de uma vida que, ainda jovem, é marcada por traumas. Traumas estes que justificam e dão sentido às escolhas de Harriet, a tal garota nunca encontrada que Mikael investiga.

Traduzido de forma incorreta na distribuição norte-americana (The Girl With the Dragon Tattoo), o título original (sueco) não poderia ser mais apropriado, pois são justamente esses “homens que odeiam mulheres” os responsáveis pelos conflitos causados nas mentes dessas personagens tão incrivelmente complexas.

Este exemplar do cinema não-americano, ainda que com diversos elementos hollywoodianos, merece não apenas cinco estrelas em cinco, como um lugar de destaque na estante de grandes realizações do cinema.